terça-feira, 31 de dezembro de 2013

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Datas Importantes


De 23 de dezembro a 12 de janeiro – suspensão de programa a posteriori, via SIGAA.

2 a 19 de janeiro – Matrícula dos alunos regulares no SIGAA

27 de janeiro – Início do Período Letivo 2014.1


Funcionamento do Polo:

De 16 de dezembro a 12 de janeiro – O Polo não funcionará aos Sábados

de 16 a 20 de dezembro – Manhã e Tarde
de 23 de dezembro a 3 de janeiro – Manhã
de 6 a 10 de janeiro – Manhã e Tarde

Funcionamento normal do Polo a partir do dia 13 de janeiro.

E-book gratuito com pesquisas de tutores e educadores do Redefor


E-book gratuito com pesquisas de tutores e educadores do Redefor: Obra reúne doze artigos que refletem sobre a prática do ensino da Língua Inglesa

Dividir experiências vividas ao longo da especialização em Língua Inglesa; refletir sobre o trabalho de orientadores educacionais, coordenadores e especialistas; pesquisar o processo de ensino e aprendizagem dos professores cursistas; verificar o crescimento dos educadores e analisar as práticas na rede pública do estado de São Paulo. Foram esses os objetivos das doze pesquisas desenvolvidas pela equipe de tutores de Inglês do programa Rede São Paulo de Formação Docente (Redefor).

Os trabalhos foram reunidos no e-book "Redefor: Reflexões e Práticas de Ensino de Língua Inglesa na Rede Pública do Estado de São Paulo”, sob a organização da coordenadora do curso, Mariangela Braga Norte, que recebeu o apoio da equipe do Núcleo de Educação a Distância da Unesp (NEaD) para a produção e lançamento do livro digital.

Disponível para download gratuito na Unesp Aberta (plataforma de cursos on-line e livres da Universidade acessada pelo endereço www.unesp.br/unespaberta), a obra também avalia os passos de um curso de especialização semipresencial e verifica os pontos positivos e negativos dessa experiência. "Queremos mostrar que a EaD no Brasil é tão eficiente como em outros países que a utilizam e achamos importante divulgar nossas pesquisas como forma de contribuir para novos questionamentos e experiências na modalidade”, explicou Mariangela.

Segundo ela, a Educação a Distância tem demonstrado resultados importantes no que diz respeito a qualidade do ensino e tem feito os educadores refletirem sobre novos paradigmas e sobre as novas atribuições do professor. Nesse sentido, divulgar e discutir a prática é muito importante para a proposição de novos caminhos que busquem a melhoria das ações docentes dentro e fora da sala de aula.

O e-book destaca, ainda, o papel do orientador educacional, que é promotor, articulador, mediador e gerenciador de práticas educativas a distância, além de ser um agente de suporte dos alunos e a ponte que faz toda a interação entre discentes x conteúdos x discentes x especialistas e coordenação.

Para Mariangela, que atuou como coordenadora da especialização em Língua Inglesa do Redefor nas duas edições já realizadas do curso, realizar um trabalho como esse é mais uma forma de aprendizado do que de gerenciamento. "É mais mediar do que encher o balde, é compartilhar conhecimentos e saberes, é crescimento profissional e pessoal e reflexão sobre nossas ações como formadores em todos os âmbitos.”

O prefácio do livro digital foi assinado pela professora Elisa Tomoe Moriya Schlünzen, que atua como coordenadora acadêmica do programa na Unesp. Ela explicou que as análises e discussões apresentadas nas pesquisas devem fazer parte de estudos que envolvam outras áreas do conhecimento, pois permeiam a melhoria da prática docente. "A busca pela aplicação de métodos de ensino e aprendizagem mais atrativos e eficazes em sala de aula deve ser constante, e por isso convido a todos a contemplarem os trabalhos que apresentamos nesta belíssima obra”.

Para fazer o download do e-book "Redefor: Reflexões e Práticas de Ensino de Língua Inglesa na Rede Pública do Estado de São Paulo”, basta acessar o endereço http://barnard.ead.unesp.br/course/view.php?id=387. É importante ressaltar que só é possível visualizar a obra após efetivar a inscrição e/ou login na Unesp Aberta.

http://www.unesp.br/nead/



Fonte: Esteta - EDUCAÇÃO Soraia Marino - NEaD/Unesp

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Matrícula - 2014.1




2 a 19 de janeiro - Matrícula dos alunos regulares, no SIGAA, em componentes curriculares para o período letivo 2014.1

NOVA PLATAFORMA DA KHAN ACADEMY, TOTALMENTE TRADUZIDA PARA O PORTUGUÊS

Estudantes e professores brasileiros contarão, a partir de janeiro de 2014, com um grande aliado no ensino e aprendizado de matemática. A nova plataforma do projeto Khan Academy foi totalmente traduzida para o português, incluindo mais de mil vídeos e 100 mil exercícios, além de diversos relatórios para pais, professores e tutores. A chegada desse conteúdo no Brasil é resultado da parceria entre a Fundação Lemann e a Khan Academy, com o apoio do Instituto Península, Instituto Natura, Fundação Telefônica e ISMART.

O grande diferencial da nova ferramenta é que ela se adapta a cada usuário, permitindo que os alunos aprendam matemática no seu próprio ritmo. Em seu primeiro acesso, os estudantes fazem um pré-teste, que identifica as habilidades que eles já dominam e o nível de proficiência. A partir dos resultados, a plataforma recomenda, de forma personalizada, os próximos exercícios e conteúdos que deverão ser trabalhados. Os estudantes só avançam para uma nova habilidade quando já estão proficientes em determinado conteúdo. Para cada atividade, há medalhas e insígnias que podem ser conquistadas, colecionadas e até compartilhadas pelo Facebook.

Além disso, todo o desenvolvimento dos estudantes pode ser monitorado por um tutor – pai ou professor, por exemplo, que acompanha o aluno em detalhes: a quantos vídeos ele assistiu, quantos exercícios fez, em que pontos teve mais dificuldades, que conteúdo precisou de mais ou menos tempo para dominar. Dessa forma, é possível orientar e apoiar cada criança, com um rico entendimento de quais são seus pontos fortes e seus maiores desafios.

Esse é um dos maiores ganhos que a plataforma oferece para o uso em diversos contextos, em especial nas escolas. Com o acesso a todas as informações sobre os alunos, professores podem fazer intervenções precisas e ganhar tempo orientando mais de perto, por exemplo, alunos que precisam mais de sua ajuda, enquanto outros, que têm mais facilidade nos conteúdos, avançam com maior autonomia. "Parcerias em projetos de inovação pedagógica, como a plataforma do Projeto Khan Academy, possibilitam a atualização das escolas para a melhoria contínua do ensino, proporcionando uma aprendizagem mais personalizada e colaborativa por meio do uso das tecnologias”, ressalta Pedro Villares, diretor-presidente do Instituto Natura, uma das organizações apoiadoras da iniciativa.

Conteúdo disponível
Até este ano, a plataforma de exercícios da Khan Academy estava disponível apenas para estudantes que dominam a língua inglesa. Traduzi-la para o português dá a oportunidade para estudantes de todo o país aprenderem matemática com essa metodologia, a partir de qualquer dispositivo com acesso à internet.
Num primeiro momento, a plataforma traz exercícios de matemática, que permitem praticar desde aritmética básica (como adição e subtração) até conteúdos mais avançados, como estatística e cálculo. A plataforma Khan Academy também traz vídeos de diversos outros campos do conhecimento, como física, química e biologia, que já vêm sendo traduzidos pela Fundação Lemann e parceiros – trabalho que terá continuidade no ano que vem.

http://www.institutonatura.org.br/ultimas-noticias/nova-plataforma-d a-khan-academy-totalmente-traduzida-para-o-portugues-estara-disponivel-em-2014/< br>



Fonte: Instituto Natura

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Ler para crianças é compartilhar emoções

Para Ricardo Azevedo, um dos mais premiados escritores infanto-juvenis do Brasil, embora a discussão sobre a formação de leitores tenha ganhado espaço na agenda pública, ainda é preciso investir em instâncias mediadoras, que auxiliem as famílias a incorporar o hábito de ler no seu dia a dia. Na entrevista a seguir, ele conta ao Notícias em Rede porque defende uma literatura popular e não segmentada.

1 - Em algumas entrevistas, você disse não concordar com a segmentação que se faz entre literatura adulta e infanto-juvenil. Deixando de lado a questão de mercado, mas pensando no que a criança que está lendo ou ouvindo a história vai absorver, não existe diferença?
Vou tentar explicar melhor minha posição. Os livros técnicos e didáticos, utilitários por definição, costumam dividir as informações que pretendem transmitir em graus que progressivamente se tornam mais complexos. Neste caso, faz todo o sentido falar num livro feito para tal e tal faixa de idade até porque, como sabemos, as crianças são divididas por faixas etárias dentro da escola. Creio que a literatura e a arte seguem por outros caminhos. Como escritor, prefiro olhar crianças e adultos pelo ponto da vista da semelhança e da identificação. Se olharmos bem, as diferenças entre crianças e adultos são poucas e temporárias. As semelhanças, ao contrário, são estruturais e profundas.
Adoro imaginar um menino de 10 anos que examina o avô de 80 e pensa: "esse cara é muito parecido comigo!”. Afinal, convenhamos, na vida concreta todos podemos nos apaixonar, temos dúvidas, buscamos o autoconhecimento, sonhamos, temos medos, adoecemos, apreciamos o conforto, sentimos fomes, dores e prazeres, temos dificuldade de compreender e ser compreendidos pelo outro, somos aprendizes, muitas vezes somos contraditórios, envelhecemos e um dia morreremos. Veja quantos assuntos e quantas histórias poderiam sair só dessa pequena lista!
Acontece que estamos condicionados a chamar de "adulta” uma literatura que tende a abordar temas complexos pelo viés da abstração ou que exige um alto grau de erudição. Trata-se de uma literatura feita por especialistas tendo em vista a leitura de especialistas. Chamo a atenção para a confusão entre a noção de "adulto” e a de "especialista”. Pergunto: faz algum sentido acreditar que uma mulher iletrada de 50 anos seja necessariamente menos adulta do que uma dentista ou advogada da mesma idade? Fato é que, na verdade, a maioria dos adultos, independentemente de classes sociais e graus de instrução, não está preparada para ler boa parte dessas obras.
Deixo claro: não estou insinuando que essa literatura seja ruim. Tento dizer que muitas obras relevantes da nossa literatura exigem um leitor especializado e, em suma, foram escritas tendo em vista um pequeno e seleto grupo de leitores.
De outro lado, porém, podemos imaginar uma literatura que também aborde temas complexos sobre a vida concreta, mas de forma passível de ser compartilhada por um grande número de pessoas e por meio de uma linguagem clara, pública e acessível. Trata-se, em outras palavras, de uma literatura popular. Se pensarmos em termos de Brasil ela, a meu ver deveria ter uma grande importância. Naturalmente, no interior dessa imensa e diversificada literatura popular vão existir livros capazes de gerar mais, ou menos, interesse e identificação entre crianças ou entre jovens. Pois bem, na minha visão, a chamada literatura para crianças que interessa e vale a pena ser lida é, na verdade, uma literatura popular capaz de interessar a crianças, jovens e adultos.
Outra coisa: tanto a literatura para especialistas quanto a literatura popular pode oferecer obras relevantes para a cultura. Ambas também costumam oferecer obras sem qualquer valor. Isso faz parte. Imaginar que apenas a literatura para especialistas tenha valor serve apenas para justificar certas linhas de estudos universitários e, claro, alimentar egos um pouco mais carentes.

2 - Sobre incentivo à leitura. Com a chegada das novas tecnologias, como ipads, smartphones, e-books e do surgimento das redes sociais, a impressão que se tem é que as pessoas têm mais espaços, oportunidades e acesso à leitura. No entanto, uma pesquisa realizada em 2012 pelo Instituto Pró-Livro identificou que o brasileiro lê em média um livro por ano, ou seja, muito pouco. Essas ferramentas não deveriam estar contribuindo para aumentar o número de leitores e o prazer pela leitura? Como você vê isso?
Minha sensação é a de que as pessoas estão cada vez mais afastadas das artes e da literatura. Vivemos num tempo de grande valorização da ciência e da tecnologia. Sinto que nesse mundo técnico e especializado onde, para fazer sentido, tudo precisa ter uma função e uma utilidade, parece que a literatura e a arte estão perdendo espaço. O problema é que as tão valorizadas ciência e técnica são ótimas, mas não dão conta de tudo. De que adianta para um homem morrendo de fome saber que o prato de comida em sua frente contém vitaminas, proteínas e carboidratos? De que adianta para um homem apaixonado saber que sua amada tem rins, fígado, moléculas, átomos e neurônios? A ciência e a técnica são muito boas, mas, em certas instâncias humanas, não interessam e nem vão resolver coisa alguma. Creio que, por meio da ficção, a literatura e a poesia tratam dessas instâncias. Refiro-me a assuntos humanos e subjetivos, banais e complexos, como a busca do autoconhecimento, as paixões, a luta do velho contra o novo, as contraditórias colisões do Bem contra o Bem (que Fernando Pessoa chamou de "a dupla existência da verdade”), a construção da voz pessoal, as experimentações com a linguagem, as incoerências e ambiguidades etc. Se você pegar grandes personagens da literatura de Peter Pan, Alice, Emília, Macunaíma, Dom Quixote, Madame Bovary, Dona Flor, Riobaldo ou Gregório Samsa entre mil outras, vai sempre encontrar pessoas conflitadas e cheias de dúvidas que de alguma forma colocam em discussão a visão que temos da vida e do mundo.
A literatura e a arte não existem sem que surja uma contradição, ao contrário da ciência e da técnica que sempre buscam a coerência e a utilidade.
Infelizmente, neste ambiente em que vivemos, sufocados pelo politicamente correto, pelo consumismo e pelo utilitarismo, as pessoas têm sido levadas, ou melhor, têm sido condicionadas, a não perceber o caráter humanizador e vital da literatura e da arte.

3 - Há mais de 30 anos você escreve literatura infantil. O que é possível perceber hoje no processo de educação das crianças em relação à leitura? A forma de escrever para crianças mudou? E a forma de interação das crianças com os livros?
Preciso dizer que pouco importa se o moleque brinca de soldadinho de chumbo, bolinha de gude, patinete, jogo de botão, carrinho de rolimã, skate ou vídeo game. O que importa é que ele brinca e gosta de brincar desde que o homem é homem. Quanto à leitura, creio que persiste um mesmo e velho problema: a criança do fundamental associa a literatura à sua professora, com quem costuma ter uma relação calorosa e afetiva. Ela até pode gostar de ler, mas lê também para agradar a professora. Mais tarde, quando passa para as séries mais avançadas, com vários professores e, portanto, quando o ensino torna-se mais impessoal, ela tende a se desinteressar pela leitura. É justamente neste momento que necessitamos de professores melhor capacitados, leitores de verdade que sejam capazes de mostrar ao aluno como a literatura pode ser rica e importante para sua vida.
Sobre a interação da criança com o livro, acho indiferente que a leitura seja feita num livro de papel, num e-book, na tela do computador ou sei lá onde. O que importa é que o leitor saiba o que é a literatura, saiba diferenciar os diferentes tipos de livros existentes, enfim, saiba o que está fazendo quando pega um texto para ler.

4 - É comprovado que ler para crianças pequenas é importante para seu desenvolvimento integral. Na sua opinião, pais e familiares estão mais preocupados em ler para as crianças? Que fatores podem ter contribuído para esse envolvimento?
Minha sensação é a de que os pais, independentemente de classes sociais, trabalham tanto que mal têm tempo de conversar com os filhos, quanto mais ler para eles. Nesse mundo especializado de hoje, estamos sendo transformados em peças de engrenagens e precisamos cumprir nosso papel dentro da máquina caso contrário ficamos sem emprego. Parece haver cada vez menos lugar para as relações humanas, sociais, familiares e espontâneas. A filósofa Hannah Arendt, ainda na década de 50, dizia mais ou menos o seguinte: cabe ao adulto apresentar a cultura e as questões humanas aos "recém-chegados” ao mundo. Quem não souber fazer isso, completava ela, não tenha filhos e não seja professor. E perguntava ainda: o que farão no futuro pessoas individualistas, despolitizadas, sem cultura humana e com formação apenas técnica com tanto poder tecnológico nas mãos? Eis um aspecto crucial e civilizatório da educação e da escola!

5 - Como você avalia as políticas públicas para leitura de hoje? Elas são adequadas para o incentivo da leitura de crianças, adolescentes e jovens? E de que forma a iniciativa privada pode contribuir para o avanço e desenvolvimento dessas políticas?
Prefiro não opinar sobre políticas públicas porque é assunto complexo e que só conheço em linhas muito gerais. Sinto que precisamos de mais bibliotecas e bibliotecários competentes. Sinto que a distribuição de livros é muito importante, mas é preciso criar instâncias mediadoras, pois muitas famílias, infelizmente, ainda são muito pouco letradas e não sabem o que fazer com os livros.
Por outro lado, creio que nunca se discutiu tanto, como hoje, a necessidade de termos uma escola melhor que saiba formar leitores, o que é um bom sinal. A sociedade parece ter acordado para este grave problema que implica a exclusão social. Numa sociedade de poucos leitores, só estes terão reais oportunidades. A massa de gente que não lê nem sabe usar livros em benefício próprio quase sempre estará condenada a uma vida sem chances de desenvolvimento profissional e intelectual.
Vemos agora também, cada vez mais, projetos educacionais e culturais planejados e patrocinados pela iniciativa privada. Tirando aqueles que são apenas ações de marketing e propaganda, creio que essas parcerias são importantes, necessárias e muito bem vindas.

6- Para concluir, quais dicas você daria para um adulto ler para crianças?
Ler para uma criança pequena é muito mais do que apenas contar uma história. É uma forma de carinho, é uma doação, é dar atenção, é levar em conta, é compartilhar emoções, é como dizer "olha estou aqui porque gosto de você e quero me divertir um pouco junto de você lendo esse livro”. Quer começo melhor para formar um futuro leitor?

http://www.fundacaoitausocial.org.br/acontece/newsletter/edicao-n -49-novembro-2013-nota-4.html



Fonte: Fundação Itaú Social

Início do Período Letivo 2014.1

 

27 de janeiro de 2014 - INÍCIO DO PERÍODO LETIVO 2014.1

Trancamento a Posteriori

 
23/12/2013 a 12/12/2014: Período para solicitação, via SIGAA, de suspensão de programa a posteriori referente ao período 2013.2.

Matrículas 2014.1

Período - 2 a 19 de janeiro de 2014

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Formação de professores: teoria a prática devem caminhar juntas

Aliar a teoria e a prática nos cursos de graduação e nos programas de formação continuada é essencial para preparar o educador para ensinar uma disciplina, mas também para ouvir o aluno, identificar as dificuldades de aprendizado da turma, além de refletir sobre a própria atuação. Apesar de a estratégia ser conhecida por gestores públicos e especialistas, o dilema de construir programas em que teoria a prática caminhem juntos é uma realidade enfrentada por muitos países porque esse modelo de formação predispõe uma mudança na estrutura da carreira dos profissionais.

Uma proposta interessante é o programa de formação da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, que foi organizado contemplando a teoria e a prática. "Neste modelo, o professor passa metade do tempo na faculdade e a outra metade do tempo na escola. Isso torna a escola participante do programa uma unidade formadora, pois o estudante verifica na prática o que viu na universidade e, depois, retorna ao campus para discutir com professor o que viu na escola”, afirma a doutora em educação pela Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, Paula Louzano.

Conforme Paula, a questão da formação dos educadores no Brasil é complexa porque a origem da má formação é anterior à graduação. "Por ser uma carreira pouca atrativa, ela acaba não atraindo os melhores estudantes do ensino médio, que porventura chegam às faculdades com déficits de aprendizagem e se deparam com cursos públicos e privados com muita teoria e pouca prática pedagógica. O resultado disso são professores despreparados e que não sabem como lidar com questões que permeiam o dia a dia das escolas”.

Apesar dos desafios, ela afirma que é possível notar avanços nas formações continuadas. Um deles é o fato de as secretarias de Educação estarem lentamente deixando de lado o uso de palestras como método de capacitação. "As formações precisam funcionar como um espaço de troca, possibilitando que o professor exponha as suas dificuldades e também coloque em prática o que foi apresentado. Se ela se resume a exposição de conteúdo, as chances do professor se sentir motivado para colocar o que aprendeu em prática são mínimas”.

Paula destaca o programa de Tutoria da Fundação Itaú Social como uma experiência bem sucedida de formação continuada porque ela possibilita que o professor repense a sua prática a cada encontro com o tutor. "A figura do tutor é interessante porque este profissional atuará como um mentor do professor, analisando a sua atuação dele em sala de aula e, posteriormente, discutindo com o profissional de que maneiras ele pode melhorar a forma de ensinar e avaliar os alunos. Esse acompanhamento próximo aumenta as chances de o professor refletir sobre o próprio trabalho e mudar a sua atuação. Essa experiência é bem interessante porque aponta caminhos para a construção de uma política pública”.

Outra iniciativa da Fundação Itaú Social com esse propósito de aliar a teoria e a prática nas formações de profissionais que já estão lecionando é o programa Olimpíada de Língua Portuguesa Escrevendo o Futuro que chega a sua 4ª edição em 2014. A iniciativa, realizada em parceria com o Ministério da Educação e com a coordenação técnica do Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec), busca por meio de gêneros textuais auxilia os professores de Língua Portuguesa a aprimorar a prática didática. Para tal, os participantes recebem a Coleção da Olimpíada, material de apoio que propõe uma sequência didática para auxiliar o trabalho dos professores por meio de gêneros textuais sugeridos (poesia, memórias literárias, crônica e artigo de opinião), e podem participar de cursos gratuitos a distância.

Para a professora pós-graduada em tecnologia da informação Édina Vianna, cursos que aliem a teoria e prática são fundamentais para que o professor saia da sua zona de conforto e aprenda novas maneiras de ensinar. "O professor se sente muito sozinho no dia a dia porque, infelizmente, a faculdade não o prepara para lidar com a desmotivação do aluno, com a falta de infraestrutura e a desenvolver na prática uma aula atrativa. Quando participei do curso de Sequência Didática da Olimpíada fiquei encantada com método e com a atenção dada pelo mediador para a turma. Isso foi muito importante para que eu decidisse reinventar a forma de trabalhar. Afinal, embora eu tivesse o conhecimento teórico sobre os gêneros textuais, me faltava o embasamento de como trabalhar esses gêneros com os alunos na prática. Vivenciar essa sequencia didática torna claro a maneira de fazer e mostra que sempre é possível ser um professor melhor”.

http://www.fundacaoitausocial.org.br/acontece/newsletter/edicao- n-49-novembro-2013-nota-1.html


Fonte: Fundação Itaú Social

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Autoavaliação Institucional do IFRN

 

Informamos que até sexta-feira, dia 13, está sendo realizada a Autoavaliação Institucional do IFRN. Os formulários estão disponíveis no SUAP https://suap.ifrn.edu.br e devem ser preenchidos por servidores e alunos.
No Portal EAD/IFRN há tutoriais de como acessar o SUAP, em caso de dúvidas. 

http://portal.ead.ifrn.edu.br/destaques/campus-ead-produz-video-sobre-sistema-unificado-de-administracao-publica

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Seminário: Perspectivas para o Desenvolvimento Sustentável do Seridó


Comunicamos aos alunos de Matemática que a escolha da camiseta ficará para o início do período letivo 2014.1 para que os novos alunos também possam aderir.

PS. O modelo escolhido será apresentado na aula inaugural do curso.