Maternar hoje: entre história, diversidade e resistência


 

O Dia das Mães, celebrado no segundo domingo de maio, vai muito além de uma data comercial. Sua origem está ligada a movimentos sociais e pacifistas, liderados por mulheres que lutavam por melhores condições de vida e pelo reconhecimento do cuidado como um valor coletivo. Com o tempo, esse sentido político foi sendo diluído, dando lugar ao consumo — mas resgatá-lo é essencial.

Na contemporaneidade, maternar é mais do que um papel biológico: é uma prática social marcada por amor, mas também por desafios. Muitas mulheres enfrentam sobrecarga, ausência de políticas públicas e falta de redes de apoio, o que torna a maternidade também um espaço de resistência.

Além disso, não existe uma única forma de ser mãe. Mães solo, atípicas, homossexuais, adotivas e tantas outras configurações mostram que o maternar é diverso e precisa ser reconhecido em sua pluralidade.

Valorizar o maternar é ir além das homenagens: é garantir direitos, apoio e dignidade. Mais do que celebrar, o Dia das Mães nos convida a refletir sobre que sociedade estamos construindo para quem cuida — e sustenta — a vida todos os dias.


Francisca Oliveira (Chaguinha), mãe de pet 🐾❤️

Tutora presencial de Pedagogia/ Polo UAB Currais Novos

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