18.04 - DIA NACIONAL DO LIVRO INFANTIL

 



O Dia Nacional do Livro Infantil, celebrado em 18 de abril, vai muito além de uma simples homenagem à literatura: é um convite urgente à reflexão sobre como estamos formando nossos leitores — e, sobretudo, nossos cidadãos.

A data, escolhida em referência ao nascimento de Monteiro Lobato, um dos pioneiros da literatura infantil no Brasil, carrega um simbolismo importante. Lobato não apenas escreveu histórias, mas criou um universo em que a criança pensa, questiona e se posiciona — algo que ainda hoje deveria ser o coração de qualquer proposta educativa.

No entanto, em meio às telas, à velocidade da informação e à superficialidade de muitos conteúdos digitais, o livro infantil enfrenta um desafio silencioso: continuar sendo relevante. Não porque perdeu seu valor — ao contrário —, mas porque muitas vezes é negligenciado como ferramenta formadora. Ler na infância não é apenas aprender palavras; é desenvolver imaginação, empatia e senso crítico.

É preocupante perceber que, em muitas realidades, o acesso ao livro ainda é limitado, e a leitura acaba sendo tratada como obrigação escolar, e não como prazer ou descoberta. Isso revela uma falha coletiva: família, escola e políticas públicas ainda não caminham juntas como deveriam na formação de leitores.

Celebrar o Dia Nacional do Livro Infantil, portanto, não pode se resumir a atividades pontuais ou simbólicas. É preciso ressignificar essa data como um momento de compromisso: garantir que toda criança tenha acesso a livros de qualidade, que se reconheça nas histórias e que seja incentivada a pensar sobre o mundo ao seu redor.

Porque, no fim das contas, formar leitores é formar pessoas capazes de interpretar, questionar e transformar a realidade — e isso começa, muitas vezes, com um simples livro nas mãos de uma criança.



Francisca das Chagas de Oliveira 

Tutora presencial de Pedagogia

Polo UAB de Currais Novos

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